A VOZ = MÉRITO NA ARTE DE COMUNICAR

Captura de ecrã 2014-01-28, às 23.15.47

      Quase trinta anos de carreira. Com apenas 32 anos apareci nos palcos mais ilustres do nosso futebol maior. Fiz a minha estreia no já hoje esquecido Estádio das Antas e com uma  das melhores equipas do nosso futebol: Futebol Clube do Porto. Durante estes quase 30 anos (faltam poucos dias) , ganhei e perdi jogos, treinei mal e treinei bem , fiz épocas de sonho em clubes não “grandes”, estive em Finais de Taça no País e no estrangeiro, treinei em vários continentes diferentes (Europa/África/Asia), lancei jogadores internacionais , orientei jogos em todas as competições da europa e áfrica. Dei muitas entrevistas, fui vezes sem numero às televisões, conheci o BOM e o menos positivo nos contactos sociais e culturais, gritei , berrei mas também comuniquei. Na arte sublime da comunicação habituei-me a, pela VOZ, arriscar e modificar impressões  positivas ou negativas. É verdade que a nível de comunicação, a verbal (9%), está em débito para com a não-verbal (91%) , na importância da mensagem a ser difundida. Mas quem consegue impor-se pela “melodia da voz” na arte da comunicação, tem sempre um lugar de destaque entre os que  se destacam por mérito. Pela voz é quase possível conhecer a idade de uma pessoa , o seu nível sócio-cultural e até mesmo as características da sua personalidade. Para os humildes ser campeão não é somente ganhar um campeonato, mas pode ser, o conseguir fazer um TODO bem maior que a soma das partes. É por exemplo conseguir somar coisas simples (as mais belas) . Num futebol cada vez mais carente de carácter, de respeito e de magia , apetece-me fazer de uma simples entrevista um momento doce da minha carreira e dizer : Obrigado Rádio Renascença, Obrigado Pedrocas (Pedro Azevedo). Convosco estive de novo junto de quem mais gosto (ouvintes/público), mas o importante é fui entrevistado por uma voz que FAZ COMUNICAÇÂO e me ensinou ao longo dos anos que fazer futebol é muito mais que “blocos altos ou baixos , linhas de passe ou transições multi-sectoriais lentas ou rápidas”.  Para uma boa entrevista não basta um bom entrevistado ….é cada vez mais urgente um bom entrevistador.

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