About me

NOME: MANUEL Ventura CAJUDA de Sousa
DATA de NASCIMENTO: 27 -06 -1951
ESTADO CIVIL: Casado
NACIONALIDADE: Portuguesa
LÍNGUAS: Português; conhecimentos de Inglês, Francês e Espanhol
Nível Máximo de Treinador na Europa: PRO-UEFA 2008 – PRO-UEFA 2011 e PRO-UEFA 2014
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“Baseio meu trabalho no respeito e na amizade. Com respeito e amizade acontecem, a organização , a disciplina , os resultados e o sucesso.Gosto de ser um técnico de diálogo com atletas e dirigentes, adequando sempre meu trabalho às realidades e condições dos clubes.”

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Oque se pode dizer de Manuel Cajuda como treinador? Tem o toque de Midas, tudo em que toca parece transformar-se em ouro. É um treinador astuto, inteligente e transdisciplinar. Os seus conhecimentos vão muito além da compreensão do jogo. É um treinador inovador e actualizado. Foi o primeiro treinador em Portugal a perceber a dimensão mental do jogo, utilizando na sua equipa um psicólogo. Há mais de vinte anos, chamaram-lhe louco. Hoje, todos lhe dão razão. Sempre somou aos seus conhecimentos uma visão tecnicista e uma visão especialista. É um visionário.

Muitas vezes foi contestado pelo valor das suas ideias e pela convicção com que as defende. Publicamente despreza a táctica como valor absoluto do jogo, mas na preparação das suas equipas é um tacticista puro. Costuma dizer que “quem só sabe de tácticas nada percebe de futebol” porque sempre entendeu que a interacção entre as várias ciências que envolvem o futebol pode modificar estratégias e sistemas tácticos.

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Tem uma grande inteligência emocional, mexe com facilidade na cabeça dos jogadores, levando-os a crer que as suas possibilidades são ilimitadas. Um episódio denuncia a sua qualidade humana e dimensão emocional. Quando chegou a Guimarães deparou com um grupo de jogadores com baixa moral. Descrente e sem fulgor. Ao fim de dois jogos e duas derrotas, Manuel Cajuda achou que o rendimento da equipa não se alteraria apenas pela via do treino. Pediu a um colaborador que fizesse uma montagem vídeo, com entrevistas a familiares dos jogadores – mulheres e filhos. Nesse vídeo, os familiares apelaram ao coração dos jogadores e sobretudo demonstraram a sua confiança neles. Lá fora, nos estádios, ninguém acreditava nos jogadores, mas Manuel Cajuda quis passar uma mensagem diferente: «Era importante que eles soubessem que alguém, além de mim, acreditava neles. As suas famílias, as suas mulheres, os seus filhos, acreditavam neles»

O choque foi brutal. No dia do jogo seguinte para o campeonato, Manuel Cajuda reuniu os jogadores numa sala e mostrou-lhes o vídeo. Foram muitos os jogadores que choraram, foram todos os que sentiram uma motivação que nunca tinham sentido nas suas carreiras.

O Vitória de Guimarães ganhou o jogo e não voltou a perder até ao fim do campeonato. E subiu de divisão. Curiosa a justificação de Cajuda no final. “Subimos por questões filosóficas e psicológicas e não tanto por metodologia de treino e por tácticas” E no ano seguinte chegou ao terceiro lugar da Liga Sagres.

 

DESTAQUES

 

SC Braga

Recordado pelos adeptos como o “Pai do Braga” ele foi um dos primeiros treinadores do clube a atingir os primeiros lugares do campeonato. Dois quartos lugares num clube no ano anterior há sua chegada, não desceu de divisão por um ponto. Apurou o Braga para as competições europeias, quase vinte anos após a sua última participação. Considerado pelos adeptos do SC.Braga um dos melhores treinadores de sempre do clube.

 

Vitória de Guimarães

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Grande rival do SC Braga, nem por isso a sua ligação afectiva o prejudicou em Guimarães. O Vitória é um dos melhores clubes portugueses, com adeptos muito exigentes. É considerado um herói na cidade. Foram os adeptos que o vestiram de D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, “O Conquistador”, pelo mérito do seu trabalho no clube.
Manuel Cajuda é um treinador que tem uma grande inteligência emocional
 Quando chegou a Guimarães, para substituir Norton de Matos, o clube atravessava a sua pior fase de sempre. Tinha descido à Segunda Divisão e estava mais perto de voltar a descer à Terceira Liga do que voltar a subir à Liga Sagres. A sua intervenção, primeiro no plano emocional – tem grande inteligência emocional – e depois no plano estratégico salvaram o clube. A equipa fez, nesse ano, uma recuperação sensacional e conseguiu a subida à Primeira Liga. No ano seguinte, novo e retumbante sucesso. Consegue o terceiro lugar do campeonato, à frente do Benfica e apenas a dois pontos do Sporting, segundo classificado. Melhor classificação de sempre do clube e apuramento histórico para a pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Teria entrado na Champions, se não fosse um roubo indescritível, em Basileia, da equipa de arbitragem.   Um golo limpo, anulado a três minutos do fim do jogo na Suíça, tirou a Manuel Cajuda a possibilidade de se manter na principal competição mundial de clubes.

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União de Leiria

Mais um clube que tem a marca indiscutível de Manuel Cajuda. O quinto lugar alcançado e a presença na final da Taça de Portugal fazem desta época orientada por Manuel Cajuda como a melhor da história do clube no campeonato português. Mais assinalável se torna o facto, considerando que Manuel Cajuda treinou na época a seguir a José Mourinho no comando técnico da equipa da União de Leiria. Numa anterior passagem pelo clube, entrou com o clube no ultimo lugar da segunda divisão e ascendeu à Liga principal Portuguesa.

 

Marítimo

Mais um clube e mais uma marca histórica. Uma das melhores classificações do Marítimo , com uma qualificação para as competições europeias. 998130_609674252384163_300469022_nPoucos treinadores na história do clube conseguiram tão bons resultados como Manuel Cajuda. Depois dele, outros treinadores de prestígio não conseguiram igualar a sua pontuação no campeonato nem o carisma entre os adeptos.

 

Zamalek

Quando chegou ao clube africano do século, o Zamalek estava em crise profunda. Na época anterior, o Zamalek tinha-se afundado na sua pior classificação de sempre. Homem habituado a reconstruir equipas, Manuel Cajuda conseguiu levar o clube egípcio ao segundo lugar do campeonato, atrás do Al Ahly e à final da Taça do Egipto, que também perdeu para o seu rival campeão. No Egipto todos reconheceram que era impossível conseguir melhor, já que o desnível entre o Zamalek e o Al Ahly era enorme. E a melhor época do Zamalek nos últimos 10 anos.

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Sharjah

Foi o primeiro clube a vencer o campeonato nos Emiratos Árabes Unidos, mas que se afundou nos últimos lugares do campeonato, nas últimas épocas. Mais uma vez, pediram a Manuel Cajuda que começasse tudo de novo. O objectivo é refundar o clube e dar-lhe, de novo, o prestígio que perdeu. Na primeira época, o sucesso. Nos últimos onze jogos da época anterior à entrada de Manuel Cajuda, o Sharjah perdeu nove, empatou um e só ganhou outro. Salvou-se da descida apenas na última jornada. Na primeira época do treinador português, tudo foi diferente. A cinco jornadas do fim conseguiu mais três pontos que a pontuação da equipa na época anterior, fixou-se no sexto lugar do campeonato e colocou a sua equipa a praticar o melhor futebol da Liga. Ao fim de três meses no Sharjah, o presidente do clube propôs-lhe a renovação de contrato por mais dois anos.

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Congqing (China)

A sua enorme vontade de conquistas , de evoluir  e adquirir novos conhecimentos e culturas levou Manuel Cajuda até ao continente Asiático . Pegou num clube com apenas 7 pontos em 15 jogos, com apenas uma vitória e 19 pontos perdidos em casa. Manuel Cajuda triplicou todos os resultados anteriormente conseguidos  e fez 22 pontos nos restantes 15 jogos , seis vitórias e quqtro empates e nunca mais perdeu em casa onde antes contabilizou 5 derrotas.

É este o toque de Midas de Manuel Cajuda, feito por quatro continentes (Europa , Africa , Ásia) e  quiser-mos considerar simpáticamente o Médio Oriente  como mais um.

 

Subidas de Divisão

Durante a sua carreira, Manuel Cajuda foi o treinador, em três ocasiões diferentes de outros tantos clubes na Liga de Honra. Em todas elas subiu de divisão. Assim foi no Torriense, na U. de Leiria, e no Vitória de Guimarães. No caso do Torriense, tal sucesso foi alcançado mais de um quarto de século (27 anos) depois da última participação na primeira divisão.

José Marinho