(Fazer Futebol) Porque não, estudar fisiologicamente o jogo?(DO FOOTBALL). Why not, physiologically study the game?

(Fazer Futebol) Porque não, estudar fisiologicamente o jogo?(DO FOOTBALL). Why not, physiologically study the game?

Futebol estuda-se em casa e pratica-se no campo (estádios).

Como desporto o futebol é ilimitadamente complexo, dado que necessita de uma perfeita interligação entre os vários aspectos tácticos, técnicos, fisícos, psicológicos e estratégicos. Aos jogadores é-lhes exigido , que em cada jogo se apresentem em óptimas condições , como , velocidade , força , flexibilidade , resistências , entre muitas outras coisas. O desenvolvimento físico exigido a cada um,  é cada vez mais intenso e próximo dos limites . Daí , que possa ter grande dificuldade em entender e muito mais em aceitar , que o futebol não é mais físico, sendo cada vez mais , só táctico. É a diferente conjugação de todos os aspectos descritos ( interligação entre eles) , que dificultam e de que maneira , todo o processo  de elaboração do programa de treinos e da melhor metodologia a adoptar.

          Consoante vamos conhecendo as diferentes exigências físicas de cada modalidade ( neste caso o futebol) e com um perfeito domínio das características fisiológicas do JOGO , mais fácil será o processo orientador da metodologia de treino a seguir. No futebol actual (eu gosto mais do que “futebol moderno”) , as exigências competitivas, fazem que cada vez mais , o anteriormente chamado período preparatório  seja cada vez menor.

          O aumento do período competitivo em desfavor do período preparatório , obriga qualquer Equipa Técnica ou os treinadores mais responsáveis pelo regime físico  de uma equipa , a trabalhar com maior racionalização de tempo e com uma especificidade altamente apurada. Cabe portanto , a cada um , perante um conjunto de dados criteriosamente apresentados , fazer as melhores e adequadas escolhas na adaptação dos trabalhos físicos aos planos técnico-tácticos.

          Nos aspectos meramente relacionados com a carga fisiológica competitiva suportada durante os jogos , é fácil verificar que por exemplo , os laterais e médios exteriores são jogadores a quem se exige cada vez mais. As constantes procuras de superioridades e recusas  de igualdades ou inferioridades numéricas depende de todos, mas muito deles. De acordo com as diferentes posições e obrigações tácticas , exigíveis dentro de um Sistema Táctico orientado por um Modelo de Jogo idealizado , sugerem-se trabalhos específicos de preparação física com e sem bola.

Mais uma vez o TODO se torna superior à soma das partes (****).

          Deixo algumas “dicas” que sustentam que muito antes de definir os aspectos técnico-tácticos ou modelos idealizados devemos tentar fazer na perfeição um estudo real das necessidades (efeitos) fisiológicas do desporto ( neste caso o futebol) e após ele , então sim , aplicar com maestria todos os conteúdos psicilógicos-técnicos-tacticos e estratégicos indispensáveis a uma metodologia perfeita e adequada a cada realidade.

          Pode ser importante saber que:

** o futebol é a modalidade desportiva mais equilibrada do ponto de vista fisiológico. Durante um jogo , um atleta é submetido a diferentes tipos de esforço, com arranques curtos , saltos , giros , corridas de costas , sprints , choques etc…caracteriza-se pela realização de esforços de alta intensidade e curta duração , interposto por períodos de menor intensidade e duração variável. É uma actividade  essencialmente intermitente e acíclica.

**a frequências cardíacas analisadas ao logo dos anos , dizem:

Captura de ecrã 2014-03-17, às 18.25.58

 

 

  40% do tempo FC abaixo do 75%

  29% do tempo entre os 72 e 87%

  31% do tempo acima dos 88%

         

         

**que se podem perder de 2,5 a 5 kg durante um só jogo , em algumas condições climatéricas extremas:

Captura de ecrã 2014-03-17, às 18.32.22

    

     Perder 2% do peso corporal implica queda de rentabilidade

    

     Perder 5% do peso corporal implica um decréscimo superior a 30% da capacidade de trabalho (em especial o desempenho cognitivo factor muito importante nos desportos colectivos).

 

**as distâncias percorridas pelos jogadores é também originaria de diferentes efeitos fisiológicos no organismo e a merecer atenção no estudo fisiológico do jogo.

Captura de ecrã 2014-03-17, às 18.35.07

     Em média é de 11.000m a distancia percorrida por um jogador.

     Aliado aos estudos das frequências cardíacas estudadas é bom recordar que diferentes posições implicam diferentes valores:

     Jogadores de meio campo correm de 10,2 a 11,8 km

     Centrais de 9,1 a 9,8 km

     Avançados entre 9,3 a 10,6Km senso que estes são os que mais sprints fazem.

     Os jogadores de meio campo são os que menos tempo ficam parados 14% contra 21/22% dos centrais e 17/18% dos avançados.

     Não é menos verdade que as distâncias percorridas dependerá sempre do nível das competições e das importâncias de cada jogo , das motivações que esses mesmo jogos provocam nos jogadores , dos sistemas tácticos escolhidos depois de idealizado o Modelo de Jogo , do estado de cada relvado , das condições climatéricas (temperaturas e humidades) e claro do valor do opositor.

           **análises dos lactatos sanguíneos:

Captura de ecrã 2014-03-17, às 18.30.37

     

     Embora ao longo dos anos sempre se tenham verificado grandes oscilações nas recolhas , é possível encontrar dados entre os 2mmol até quase 15mmol.

 

  NOTA FINAL: Embora o futebol seja um desporto onde a técnica (habilidade individual ) e a táctica sejam indispensáveis , uma constante preocupação com o aperfeiçoamento físico dos atletas deverá estar sempre presente nas escolhas dos exercícios que devem sustentar um Sistema(s) de Jogo escolhido após um  Modelo de Jogo idealizado.

 O futebol estuda-se em casa e pratica-se no campo (estádios).

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