TAILÂNDIA – “Aqui a aprendi a pensar que tudo ter solução , não é ser otimista”. É ter talento!

TAILÂNDIA – “Aqui a aprendi a pensar que tudo ter solução , não é ser otimista”. É ter talento!
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     Estou agora no comando do BEC Tero Sasana, a tentar ajudar esta equipa Tailandesa da cidade de Banquecoque. Quando chegamos a equipa não tinha ganho um jogo nos últimos 16 . Agora em 7 (sete) perdeu apenas um. Estamos numa luta muito difícil , mas estamos a recuperar lentamente mas de forma segura. Desde a capital da Tailândia, Bangkok , envio-lhes um bilhete postal sobre esta minha nova experiência.

     “Claro que para os meus amigos sou “ continuo a ser o algarvio com a maior costela minhota”, embora me considere um verdadeiro cidadão do Mundo. Egito , Emiratos Árabes Unidos , China e agora Tailândia são países que já me conhecem bem. Com mais de 500 jogos na melhor Liga Portuguesa e uma das melhores da Europa (504 como principal e 60 como adjunto), decidi trocar toda aquela que considero a minha competência profissional, por aquilo que considero a maior riqueza do ser humano, CONHECIMENTO E CULTURA.

     Continuo muito grato ao Futebol Português , que me ofereceu a a enormidade de conhecer os maiores desertos do mundos, o luxo e excentricidade dos edifícios enormes do Dubai, o calor e a beleza das praias do Dubai e Tailândia, a complexidade e infinidade de costumes , hábitos e tamanho da China . As diferentes culturas que me surpreendem sempre quando chego a um novo país. Cristão convicto, sinto-me maravilhado por entender, partilhar e compreender as outras religiões e formas de chegar a Deus. Aprendo agora a doutrina Budista, depois de já ter feito o Ramadão quando estava no Egipo. A par de tudo isto, ainda tenho um tempinho para ganhar uns joguinhos e sentir a alegria de ver os adeptos felizes.

     Estou desde Agosto na Tailândia, ainda a adaptar-me à nova cultura, numa nova experiência profissional no estrangeiro, intermediada pelo meu filho Hugo.

      Para já destaco a forma tão amistosa de receber, a simpatia das suas gentes e o respeito pela hierarquia da vida (respeito pela idade), apesar dos hábitos e dos costumes serem muito diferente daqueles a que estou habituado. Fazem toda a diferença. O respeito pela cultura é também para mim , muito importante.

 A aquisição do conhecimento, para o aplicar depois , revela para quem vive o futebol em terras da Tailândia, que o desporto se adapta à cultura em que está inserido (um dos princípios para a idealização de um Modelo de Jogo). Por exemplo, antes de cada jogo de futebol é normal ter de conceder uns minutos para os atletas pedirem a Buda a sorte e a felicidade que todos julgamos necessários para se viver feliz. Não receber coisas nem oferecer com a mão esquerda, não apontar a dedo, quase nunca utilizar facas na mesa, não buzinar nas ruas, eis algumas das regras a observar para absorver esta Cultura. Por a Tailândia ser um dos países que nunca foi colonizado, os tailandeses não gostam que lhes falem alto nem que lhes gritem. São muito otimistas e dá gosto viver e aceitar todos os seus costumes. Aqui aprendi , que pensar que tudo ter solução, não é optimismo – é ter talento.

     Claro que tenho saudades da minha família e das pessoas que viajam sempre no meu coração. E muitas nem sabem que estarão sempre comigo. Mas só tenho saudade daquilo que gosto e existe muita coisa de que não gosto e, portanto, nunca serei um saudosista por simpatia. Grato ao futebol português? Sempre!Mas na vida fazem-se escolhas por paixão e isso vale sempre muito mais que todas as outras escolhas.

     Quero sempre desenvolver e melhorar o meu trabalho , mesmo que aos poucos, abrir-me a inovações ambiciosas . Voltar um dia? Sim, gostaria , mas nunca o irei fazer por aquilo que já fiz, mas sim por aquilo que ainda quero fazer e tenho ambição de o fazer.

Olhem : Um abraço do tamanho da China ( e amigos é mesmo um abraço muito grande….)

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