Futebol

Posse de Bola….

POSSE de BOLA

(se a posse da bola for um fim e não um meio voltamos sempre à estaca zero e acabamos por não cumprimos a lógica do jogo e o objetivo que é sempre mesmo, o de ganhar.)  

O futebol sempre foi e irá continuar a ser um desporto complexo (na arte de o praticar) e imprevisível na maioria dos casos (resultados).

Com renovações que direi, são cíclicas, o futebol foi também e continuará a ser pautado pelas mais diversas tendências.

Com a lógica (podem chama-lhe Teoria) e o objetivo do Jogo (Golo) a serem os mesmos desde que a sua pratica se iniciou, a verdade é que tudo evolui, parecendo que tudo muda mas não, o objetivo continua a ser ganhar.

Convém no entanto recordar coisas simples do Futebol:

Num jogo para além das mais diversas condicionantes, existem três(3) equipas em campo , duas que se opõem e uma que faz (ou deveria) de Juiz.

Por muito que se copiem modelos ou ideias de jogo como quiserem e se utilizarmos os mesmos sistemas tácticos, nunca nenhuma equipa jogará exatamente como a outra. Mesmo, que com a mesma metodologia de treino, com as mesmas ideias e os mesmos conceitos. Tudo isto porque quem executa e toma as decisões no campo são os jogadores. E cada jogador tem virtudes e defeitos e as sinergias entre onze atletas nunca será igual ao da Equipa copiada.

Copiar ideias e ter inspirações até faz bem, se elas forem adaptadas as nossas realidades.

Mas num mundo tão peculiar como o do futebol, com tanta complexidade – não só essa de jogadores que citei – como também dos ambientes, contextos e relações interpessoais entre departamentos nos diferentes Clubes , é contraproducente buscar princípios e sub-princípios de jogo para seguir a ferro e fogo, custo o que custar.

Em Portugal, principalmente nos últimos dez anos parece-me que todos (analistas, comentadores, treinadores e por aí fora…) fizeram um único acordo de que é, de que apenas bonito e refinado, se “jogarmos em posse” ou “com posse de bola”. Permitam que refira em especial aos treinadores porque é a única “classe” que deveria perceber de Futebol. As outras por respeito não custa ouvi-los (mas por vezes custa).

É que existem treinadores que procuram, direi que desejam mesmo, estar embalados nesse rótulo para como se costuma dizer: “para estar na moda”. Mas atenção que a moda muda em cada estação (Primavera, Verão, Outono e Inverno).

Mas se a posse da bola for um fim e não um meio, voltamos sempre à estaca zero e acabamos por não cumprimos a lógica do jogo e o objetivo que é sempre mesmo, o de ganhar.

Ter um  modelo/ideia clara de jogo, claro que é fundamental. Mas ele/ela tem que ser na minha opinião, flexível e adaptável. Caso contrário continuaremos a ouvir declarações que tivemos mais posse de bola na estatística final do jogo sem que isso nos tivesse aproximado da vitória ou até mesmo, que possa valer como uma excelente justificação para a derrota.  Posse por posse, para mim a que conta, é a que é agressiva e a que provoca situações reais de golo na baliza adversária ou se quiserem como se diz agora, no ultimo terço do campo. É sair rápido das zonas de pressão, a que provoca desequilíbrios na organização defensiva do Adversário. O número final até pode ser 10% por cento no total, por exemplo. Mas o que continuará  a dar três pontos na tabela é o marcar mais golos que o adversário e não percentagem de posse de bola. Deixem de passear a bola que ela também se cansa (embora não se queixe). Há jogos em que a posse de bola é como ir à rua passear o cão (fazer xixi e cócó) e voltar para casa.

Aos que não concordam, ignorem tudo, afinal isto é apenas uma opinião. Também tenho direito, nem que seja por ter feito mais de 10 Jogos na melhor divisão de Portugal.

Um Abraço Tático do futebol de rua.

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